Poema

25 de setembro de 2009

Um caso*

Eu te ligo e você não me atende.
Você me atende, mas me deixa esperar.
Eu ligo e você não está.
Você está, mas não quer me escutar.

Eu recebo seus e-mails,
Você recebe os meus.
Eu preciso de aspas
E você quer ser Deus.

São 5 horas da tarde.
Eu estou a me descabelar.
Você não abre a boca
Nem para me beijar.

Você mente para mim
Tenta me enganar
Quer sair por cima
E não tá nem aí se eu me ferrar.

Até que você é legal
Quando me dá umas exclusivas.
Mas eu te odeio
Quando vem cheio de rodeios.

Te adoro quando fala o que não deve
Quando me conta segredos
Quando me fala frases de efeito.
E se te prejudico, me dá um aperto no peito.

Eu não digo o seu nome.
Todos respeitam o meu direito
Você quer falar,
E eu só quero te ouvir.

Eu sem você não sou ninguém.
Por isso te trato sempre bem.
Confiança é primordial
Quando se tem na fonte um ser vital.

Mariana Rosa

*Texto sobre o relacionamento entre o jornalista e a fonte

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Narrativa sobre a mostra Sur la Route/Na estrada

4 de setembro de 2009

Sur la Route/Na estrada não pôde ser fotografada. As obras que compõem a mostra são como aquelas modelos de agências profissionais. A gente tem quase que pagar para fotografar. E se por acaso algum paparazzi consegue um furo, vixi… que briga feia. Entram os direitos autorais, os processos… Cada coisa de gente famosa!

Mas gente e arte são siameses. Tem gente que é arte, tem arte que é gente. Gente produz arte e arte produz gente. A arte é feita para gente. Um não vive sem o outro. O bom artista não esconde a arte. Ela é feita para os outros, para ser compartilhada. O que seria o surrealismo se Salvador Dali fosse egoísta? A nouvelle vague seria tão genial se François Truffaut fizesse filmes só para si? E se Mozart criasse as partituras e as escondesse do mundo? Meus exemplos vão longe para chegar ao que é perto. No Museu do Louvre, em Paris,  se fotografa, no ECCO , em Brasília, não.

Apresento agora, Sur La Route/Na estrada, a mostra de arte contemporânea que abraça Brasil e França como uma única nação. Mostro o que vi, ou melhor, a parte que me permitiram ver de cada artista.  Na arte não há preconceitos.

 

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Mariana Rosa

Hello world!

30 de agosto de 2009

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